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Na Primeira Fila

Notícias, Críticas e Trailers de Filmes e Séries | Cinema e Televisão

Na Primeira Fila

Notícias, Críticas e Trailers de Filmes e Séries | Cinema e Televisão

24
Fev18

Um Crime no Expresso do Oriente | Crítica

Hoje trago a análise de um filme do qual eu esperava muito mais... Um Crime no Expresso do Oriente (Murder on the Orient Express) acabou por se revelar uma desilusão. Kenneth Branagh desilude, não só como realizador, mas também com o seu desempenho no papel principal.

 

 

Eu não vi o original de 1974, mas pelo que consegui perceber, esse filme é melhor do que este. E não é nada difícil de acreditar. Para começar, a cinematografia é terrível. O filme passa-se, grande parte do tempo, dentro de um comboio: o expresso do oriente. E a cinematografia faz-nos sentir que o espaço é pequeno e apertado. Existem movimentos apertados da câmara e ainda há várias cenas totalmente filmadas de cima. Achei que a fotografia e a cinematografia deste filme, contribuíram imenso para o seu resultado negativo.

 

Os efeitos especiais estão baratos e nota-se que são falsos. Especialmente as janelas do comboio, onde se nota claramente que a paisagem foi colocada através de efeitos especiais. É de tal forma tão evidente, que numa cena inteira perto das janelas, dei por mim a observar o quão a paisagem parece falsa... Também o comboio, em certas cenas ao longe, parece falso.

 

Uma das vantagens deste filme é ter um elenco de topo. Mas isso não ajuda em nada a melhorar o filme... É o pior uso de talento que eu já vi num filme, onde existem imensos bons atores, mas que não são usados ou então têm um papel pequeno e incompreensível. A estrela do filme é Kenneth Branagh, que, para mim, se tornou irritante. A sua personagem não é amigável, nem relacionável. E o seu sotaque torna-se muito irritante, em conjunto com a sua personalidade arrogante.

 

Dei por mim também a querer parar de ver o filme imensas vezes. É aborrecido, monótono e não é nada moderno, como faziam querer os trailers. A revelação final é confusa de inicio, mas depois revela-se fraca e dececionante. Culminando num final nada agradável, que me fez pensar que se eu não tivesse visto o filme teria ficado melhor.

 

Ver o Trailer

 

Resumindo, não recomendo. Poupem o vosso tempo e vejam outro filme. No entanto, quero saber a vossa opinião. Já viram este filme?

 

A Minha Classificação:

 Rotten Tomatoes: 58%

23
Fev18

Black Panther | Crítica

É inegável o sucesso deste filme, que, não só quebrou vários recordes, mas como se tornou um fenómeno cultural para pessoas de cor no grande ecrã. Finalmente, um filme com um elenco quase totalmente negro é um campeão das bilheteiras de todo o mundo. Semelhante ao que aconteceu com o filme da DC, Mulher-Maravilha, este filme é um passo na direção certa do futuro de Hollywood.

 

 

Mas, isto não se deve apenas a isso. Se o filme fosse mau, não teria tido este sucesso todo. Claro que estamos a falar da Marvel Studios, a marca que não falha no que diz respeito a produzir um filme de qualidade. Então, trago boas notícias: o filme é mesmo muito bom! Fiquei até surpreso. O filme é dos melhores do MCU que eu já vi, se não for o melhor. Não só isso, mas é um dos melhores filmes que eu já vi nestes últimos anos. Muitos de vocês podem não acreditar, mas vou tentar provar que, tirando o progresso cultural do filme, ele é mesmo uma boa obra de arte.

 

Vamos começar por falar dos efeitos especiais. Este filme está repleto dele. Afinal, o filme passa-se em Wakanda, uma cidade fictícia que irradia tecnologia por todo o lado. É um país muito avançado, quase alienígena quando comparado ao resto do mundo e isso vai dar origem a uma grande discussão sobre o assunto no filme. As cenas de ação são longas e muito bem feitas. As lutas são mesmo uma coisa espetacular. Eu vi o filme em 3D e devo de confessar que foi um dos melhores que eu já vi nesse formato. Senti que foi mesmo feito para ser visto em 3D.

 

A banda sonora deste filme também não tem comparação. Eu já tinha ouvido o álbum antes de ir ver o filme, mas é de tal forma uma coisa tão marcante que também ouvi pessoas no cinema a comentar o álbum do Kendrick Lamar. No entanto, o cinema que eu fui tinha um equalizador frustrante no som e a música não passava de um suspiro de poucas colunas. Algo que me frustrou bastante, não só por eu ser um cinéfilo, mas por saber que a música era mesmo muito boa.

 

A história deste filme, a seguir aos efeitos especiais, é o ponto mais forte. É um filme complexo, mas simples. É cativante, misterioso e fascinante. É também um filme repleto de bondade, mesmo quando tem cenas de extrema maldade. É um filme sobre pessoas, sobre uma nação e sobre um mundo maior do que eles. É sobre ajudar os outros, enquanto tentam ajudar-se a eles primeiros. É mesmo um filme para prestar atenção.

 

Os desempenhos são todos cinco estrelas. Todos os atores fizeram um trabalho tão bom que é quase impossível destacar alguém.

 

 

Concluindo, a modernização deste filme é uma lufada de ar fresco para o MCU. É um filme mais sério, mais divertido e muito mais cativante. Recomendo mesmo a todos, mesmo que não gostem do género. É mesmo assim tão bom, que todos conseguem apreciar. Resumindo, trata-se de uma boa história com espetaculares efeitos especiais e cenas de ação.

 

Já algum de vocês viu o filme? Deixem um comentário com a vossa opinião, ou se pretendem ir ver.

 

Ver o Trailer

 

A Minha Classificação:

Rotten Tomatoes: 97%

17
Fev18

Liga da Justiça (Crítica)

Ontem à noite vi finalmente a Liga da Justiça, que não tive a oportunidade de ir ver ao cinema. A minha relação com os filmes da DC sempre foi má. Com a exceção da trilogia de Nolan e da Mulher-Maravilha, o Universo da DC no grande ecrã é confuso, fraco e inconsistente. É pena, pois a DC Comics tem personagens muito bons, que seriam incríveis de ver no grande ecrã.

 

Neste aspeto, eu sou um fã muito maior da Marvel. Quase todos os projetos da marca no grande e no pequeno ecrã são de qualidade, as personagens são diversas e não há mais que um ator a interpretar o mesmo personagem. A qualidade da Marvel Studios é ainda muito superior, criando um universo consistente, parecendo mais uma série de episódios, do que vários filmes diferentes.

 

 

Mas, A Liga da Justiça não foi assim tão má. Eu tenho também uma relação confusa com o diretor Zack Snyder. Gosto de alguns dos seus filmes, mas não gosto de nenhum dos que ele fez para o DCEU. Com a morte trágica da sua filha, Snyder foi substituído neste filme pelo diretor dos Vingadores, da Marvel, Joss Whedon. Também não sou muito fã dele, mas para mim, ele salvou o filme.

 

Devo de confessar que depois da Mulher-Maravilha, este foi o meu filme favorito do Universo da DC. É bastante notável as semelhanças que o filme tem com os filmes da Marvel, e o clima da DC não é de comédia, mas sim mais negro do que a Marvel. Mas, eu até acho que resultou bem. Adorei o personagem do Flash, e o seu humor fez-me rir imensas vezes. Também foi o filme em que mais gostei do Ben Affleck como Batman, até agora.

 

No entanto, este filme tem muitos aspetos negativos. Para começar, este é o filme em que a Gal Gadot representa pior o seu papel. Também achei que o seu sotaque a prejudicou bastante, mas não achei, de todo, que ela estivesse no seu melhor. Pelo contrário. O Aquaman é interessante, mas não deu para ter uma noção definida da sua personagem. E até gostei do Ciborgue, mas também deixou muito a desejar.

 

 

Achei que a história, apesar de simples, é das melhores que um dos novos filmes da DC já teve. No entanto, o súbito amor incondicional pelo Super-Homem apanhou-me desprevenido e fiquei super irritado ao ver os outros heróis da liga a se inferiorizarem perante ele. A música, apesar de começar bem e ter alguns momentos, perde-se no meio das cenas de ação (e isso não é nada a cara do Snyder), tornando-se aborrecida ao longo do filme.

 

Os efeitos especiais são dos piores que já vi num filme do género, e nem sei por onde começar. A remoção do bigode do Henry Cavill nas cenas que foram re-filmadas é bastante (mesmo muito) notável. É quase hilariante! E, sem dúvida, que tira imensa seriedade ao filme. Eu nem achei que essas cenas fossem necessárias. O vilão do filme também tem uma aparência irrealista. Ele só me fez lembrar um personagem de um jogo de consola, porque os "gráficos" estavam muito semelhantes! Cada vez que ele estava no ecrã, não parecia real e desvalorizava imenso, mais uma vez, a seriedade do filme.

 

Ver o Trailer

 

O filme está mesmo repleto de efeitos especiais e de cenas de ação, e apesar de haver bons momentos, os efeitos são tão maus que distraem bastante. Resumindo, se forem fãs da DC recomendo o filme. Caso não sejam, não vão perder nada.

 

A Minha Classificação:

Rotten Tomatoes: 40%

12
Fev18

Só Para Bravos (Crítica)

Só Para Bravos (ou Only The Brave) era um filme que eu não teria visto se ele não tivesse sido realizado por Joseph Kosinski. Ele é um dos meus diretores favoritos e eu não ia perder o seu terceiro filme.

 

Só Para Bravos é uma história de bravura real, e eu não tinha lido nada a respeito da história quando vi o filme. Se pesquisarem na Wikipédia sobre o acontecimento dos Granite Mountain Hotshots saberão o que aconteceu. Mas, se quiserem ter o elemento de surpresa, pesquisem só no final. Como eu fiz.

 

 

A história é emocionante em muitos aspetos, mas o argumento sempre foi o elemento que o Kosinski nunca dominou muito bem. Por isso, o filme tem momentos lentos e aborrecidos e dei por mim a demorar três dias para ver o filme por partes. Isso nunca é um bom sinal.

 

Apesar das histórias serem calmas, se há alguém capaz de tornar qualquer história cinemática, é o Joseph. A cinematografia é boa, os planos de fotografia são belos e os efeitos especiais são realistas e empolgantes. Para o fim do filme as coisas ficam mais interessantes e o filme acaba numa nota muito positiva, mas demorou muito a chegar lá.

 

Clica aqui para Ver o Trailer

 

Recomendo imenso o filme, pois é uma história real muito emocionante. Se já viram, comentem a vossa opinião. E se ainda não viram, ficaram interessados?

 

A minha classificação:

Classificação no RT: 88%

06
Fev18

O Paradoxo Cloverfield (Crítica)

Ontem vi o novo filme da Paramount Pictures, que acabou por ser lançado de surpresa no dia do Super Bowl, através da Netflix. O primeiro filme já vi há imenso tempo, mas não é dos piores do género - apesar de eu odiar os filmes de "vídeos na primeira pessoa". No entanto, o segundo filme, que ocorre ao mesmo tempo que o primeiro, 10 Cloverfield Lane é um dos melhores filmes que eu já vi.

 

Esse filme, é a prova de como uma boa história, um bom diretor e um bom elenco, podem fazer um filme de baixo custo, quase sempre no mesmo local. Recomendo a todos que vejam os dois primeiros filmes antes de ver este, mas se quiserem, vejam só o 10 Cloverfield Lane, porque esse vale mesmo a pena.

 

 

O Paradoxo Cloverfield era para sair nos cinemas de todo o mundo, mas tal como vai acontecer com A Aniquilação (outro filme da Paramount), ele acabou por ganhar exclusividade na Netflix. E não foi uma má decisão, de todo. O filme parece um filme de televisão e são poucos os momentos em que parece digno de um ecrã grande no cinema. A cinematografia é típica de uma série ou filme de televisão e há cenas em que só piora o filme.

 

Clica aqui para veres o trailer para O Paradoxo Cloverfield

 

A história começa interessante, especialmente para quem já viu os dois primeiros filmes. E até à metade do filme a história consegue ser cativante, misteriosa e os personagens são fortes o suficiente para nos prender à trama. Mas, após a metade do filme, a história e os personagens acabam por descarrilar. Os efeitos especiais não são maus, mas, mais uma vez, a cinematografia podia ter sido mais bem utilizada em certos momentos, em que só acaba por tornar o filme mais "barato". Mas existem algumas cenas em que os efeitos especiais não estão bem feitos.

 

 

Os personagens têm uma boa química entre eles, mas a história falha nos personagens individualmente, que precisavam de uma melhor ligação a certos eventos do seu passado, para que a audiência simpatiza-se mais com os eles. Assim, os momentos de tensão e emoção entre personagens não consegue atingir quem vê o filme.

 

Recomendo aos fãs deste tipo de filmes, que é inovador nalgumas frentes (como ter personagens de cor nos papeis principais). Mas, para quem não é fã, o filme pode-se tornar confuso e pode parecer muito um filme barato de televisão.

 

A minha classificação:

 

Classificação do Rotten Tomatoes: 17%

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